quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A casa



Cada casa que entrei era diferente, mas todas essas tinham algo em comum, não me conseguiram fazer eu ficar dentro dela sem querer nunca mais sair, como essa que eu vivo agora, a mais aconchegante de todas. Não quero nunca mais sair daqui, por mais que aqui não seja meu lugar, já tomei conta, e minhas lembranças estão por toda parta dela, por que mais que um dia me expulse, por onde andar estará meus sorrisos, até que um dia quem sabe apos eu ter fugido pelo bem da casa, eu volte e entre pela porta. Aquela a qual eu nunca tive coragem de atravessar para o lado de fora, aquela que nunca mais vai existir depois que eu morrer aqui fora, e viver apenas ai dentro, ai que por muito tempo apenas um casarão vazio, obscuro e cheio de mistérios, mas depois que eu entrei nunca mais foi e será a mesma.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sem poder te olhar


Não sei o que sinto
É estranho, é tão sozinho
É tão frio, é tão esquisito
Sensação que não gosto
Apenas suas musicas
Os textos com suas letras delicadas
É com o se eu sentisse tua voz no papel
Que é calmaria pra mim nos dias de felicidade
Os que tenho teus lábios
Mas nos dias que não estas no meu lado
É como se eu fosse um instrumento sem o musico
A melodia é nosso abraço
Que encanta até os mais malvados
Como pode existi meu sorriso
Se é inquietante é ficar sem o teu
Apenas lembrando cada coisa boa que tu és
De cada sentimento lindo que tu despertaste
De cada beijo diferente com mesmo sabor de amor
De cada abraço quente e sorrisos de repentes
Da lua enfeitada pelo céu
O céu enfeitado pela noite
E a noite sendo um detalhe do teu belo olhar
Que faz parte desse mosaico de belezas
Que é você

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dia estranho



Por que tem que ser a vida
Cheia de surpresas, duvidas, certezas e escolhas?
Não sou forte o suficiente pra ter tantas coisas em minhas mãos
São pequenas de mais pra segurar
Pra esconder o pouco de luz que me deu
E que é muito grande
Ainda não sou sábio o suficiente
Pra decifrar cada segundo dessa passagem
Cada letra dessa carta
E cada olhar trocado nos sonhos e lembranças
É muito pra um simples mortal
Uma musica calma e triste pra acompanhar
O som da chuva pra tentar te fazer dormir
O silencio dos olhares
De quem não tem mais olhos pra ver
E nem ouvidos pra sentir a voz linda do silencio
Nesse dia comum
Onde mais uma noite é assim
Toda sem cor
Mais uma tarde bem assim
Toda vazia e sem vida
Mas amanhã é outro dia
E se não for como era anteontem
Haverá depois de amanhã...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na caminhada


Noite de chuva
Andando nessa rua de novo
Onde eu consigo ver a saída
Mas não quero ir pela calçada
A vista esta diferente por que olho pra frente
Os sapatos molhados
A cor da calça mudou de tanto usar
A cada passo anoitece mais um pouco
A melodia não me ajuda
Apenas enfeita esse esplendor de tortura
Que aperta o que bate pra vida
Carregando no bolso todas essas verdades
Que pesam na costa
De quem não sente vontade de seguir na rua
Lembranças de fotos que nunca foram tiradas
Caídas na beira da vala
Depois de toda essa correria
Por isso é bom dar um passo por vez
Sem tapas na cara
Sem promessas e nem palavras
Por que não temos pernas pra andar
Pra levar, pra correr e muito menos caminhar
Mais vou aproveitar cada passo
Será que descer a montanha russa não é como ontem
Só quero mais um passo
Só quero mais um  metro pra andar
Eu quero mais um minuto
O sol esta morrendo
Mas amanhã ele vai nascer de novo
Eu espero que seja a mesma luz
Quando chegar o fim da rua
E chegarmos em casa



segunda-feira, 28 de maio de 2012

O caminho desconhecido



Tudo começa quando ele resolve atravessar o lago
ai descobre um mundo totalmente desconhecido
um mundo diferente e silencioso
onde ele anda com medo e segue sem sentido
no inicio com dificuldade, porém é curioso
e aos poucos adentra o terreno
vai entrando e tentando conhecer, porém cuidadoso
as vezes ele até compara com um lugar já percorrido
mas mesmo assim tem cuidado para não cair em armadilhas
e vai indo mais um pouco onde começa a ver as tristezas
e observa o quanto foi sofrido aquele caminho
era um lugar destruído e abandonado as fraquezas
e tenta entender o porque de ter ali tanto espinho
e olha para traz tentando lembrar de seu próprio caminho percorrido
apenas para tentar entender esse triste ocorrido
e logo pensa em tentar desvendar esse mistério
vai analisando o cenário e imaginando tudo em sua mente
quando de repente encontra uma rosa caída
e vai ao seu encontro
a rosa estava machucada, quase morrendo
e ele pergunta o que ali teria acontecido
e a rosa em seu ultimo suspiro diz: siga... correndo
e rosa morre em seus braços
e ele fica atordoado pois não sabe o que está acontecendo...

Então ele olha para um lado e para o outro
e não ver nada alem de escuridão
então ele lembra do que a rosa disse
e sei correndo para outro lugar mais a frente
depois de está cansado ele para e percebe
que tudo estava cinza e mórbido
e ele já se sentia assim mesmo que não quisesse
e decidiu voltar, achava que ainda dava
mais sua vontade de seguir era mais forte
e ele olhou para frente e foi andando e viu uma casa
ela era escura e velha
mas dava para perceber que um dia já tinha sido bela
então ele entra para saber o que ali tinha
era ruim de entrar, era sujo e triste
e começara a investigar o que ali estava
não tinha muita coisa, estava tudo destruído
mas tinha algo que chamava a atenção dele
era algo escrito com sangue na parede
não dava muito para entender
mas no fim da frase estava escrito:
eu não quero viver sem você
e já imaginava o que poderia ter acontecido naquela casa
e ele saiu pios ali não restava mais nada
e ao sair deparou-se com um lugar já diferente
já não era todo cinza
já tinham umas pequenas cores surgindo ao norte
e ai ele achava que valia apena tentar descobrir
então ele tomou a decisão: vale apena seguir!
o que ele não sabia era que já estava enfeitiçado
aquele lugar já tinha tomado conta de sua mente
e sua vida antes dali era apenas passado

[continua...]



segunda-feira, 14 de maio de 2012

E agora?



Por instante se foi andou pra longe  quase não volta, a ferida abriu  e o que curava fazia sangrar, e o sorriso  era o da morte a me assombrar, e luz era a mesma que me queimava, e me fazia senti que sou ruim, e me dizia que tenho vontade de morrer para poder saber o que devo fazer para viver, e assim poder chorar por ser um ser humano que erra e tem os mesmo defeitos de uma nuvem, que te traz chuva e escuridão que enchia tudo que tinha no meu coração.

sábado, 5 de maio de 2012

Afronta




Sabe por quase um segundo tu me levou
Por um segundo quase eu caio
Jogou-me tudo na cara
Jogou-me tudo quanto era migalha
Jogou-me todas as desgraças
E esperou que eu mesmo me jogasse
Mas mesmo me atacando por todos os lados
Mesmo que me deixando levar
Irei segurar firme meu peito
E simplesmente andar
Mesmo que cuspa na minha cara
Mesmo que use de todas minhas fraquezas
Pra me derrubar
Mesmo que pra onde eu olhe
Uma armadilha esteja a me esperar
Eu no fim vou dizer que tenho nojo de você
E de tudo que me traz
Então se afaste e para de me tentar
Pois não ando pra traz