segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma nova e velha confusão



Eis que lagrimas falam mais que as cartas
Aquelas que tu nunca leste
Mais que as chuvas que nunca conseguiram molhar
Nem a alma de minhas mentalidades infantis
 Cheias de lembranças
Que só existe no quadrado pequeno que fui enterrado

Mesmo depois de ter sido enterrado
Ainda vivo pra ser lembrado
Todas as vezes que vai dormir e consegue me sentir
Com o mesmo beijo frio e mórbido que sempre tive
De alguém que só morre pra ser feliz

E vive pra acabar com seus sofrimentos
E se enche de angustias
Para não deixar as outras mentes serem atormentadas
Apenas ama
Pois não quer que ninguém saiba
 Que o que atormenta essas palavras
É algo se só se pode ser descoberto no badalar de sinos

Que estão dentro da carcaça mais solitária
Que guarda todos os meus sentimentos
E só outra alma tem essa chave


sábado, 3 de novembro de 2012

Gotas de chuvas ou de lagrimas?



Uma chuva de tarde
Com as mais belas canções de tristeza 
Mas são apenas canções
Nada superior a beleza dessas gotas ao chão 
Parece ate a mais bela percussão 
Sentimentos a serem descidos a vala
Caindo pela calha e levando a ilusão
Tanto tempo, mais o tempo errado
Outra primavera quem sabe 
Por que agora é apenas inverno

Velho banco



Mais uma canção a ser cantada 
À capela, na praça escura 
De onde não se tem mais nada 
A não ser mais um banco sujo e abandonado
Onde ninguém mais sentou 
Desde que ali foram ditos
As mais belas e terríveis palavras 
Mais a lembrança eternizou-se ali
Para quem quer que seja
Quem passar por ali  
Vai olhar e lembrar
Que um dia já sentiu a brisa 
Que enfeita os mais belos sentimentos
E esperar o amanha é o que resta
Pois chegará um novo.

Existe outra rota?



Existe tempo pra tudo
Plantar e arrancar
E mesmo que não queira
Tudo chega sua hora
E vem fazendo acontecer
Arrancando tudo
Principalmente o que nasceu pra ser colhido
À foice carrascal
Eis que é tempo de pedir a conta
De levantar, pegar um ônibus
E voltar para a cama grande demais
De uma noite que nunca será esquecida
Onde a maior companhia foi o luar
E mais ninguém
E mais ninguém
Pra que insisti onde não mais poderá
Ser plantado nada além de lagrimas?
Onde cada segundo a mais
É uma ferida a mais
E nada mais
E ninguém mais

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aquela flor




Costumava esta todas as tardes ali  apreciando a bela flor
Sempre a zelar e regá-la
Por muito e muito tempo em poucas horas
Pude senti o que é o zelo
E agora é bom está assim
Nem aqui e nem ai
Mas em todos os lugares por onde passas
Promessas que nunca foram ditas
Desbotaram como flores de primavera
Nos últimos segundos de sua existência
Talvez amanhã eu não esteja mais aqui
Mas a lembrança de meu sorriso será eterna
E mesmo que toda felicidade seja regada por minhas lagrimas
Será regada assim mesmo
Será sempre como tem que ser
Independente se eu estarei sendo seu sorriso ou não
Há manhãs que acordamos e percebemos
Que já há mais de um sol no céu
E ficamos confusos com tantos dados pra jogar
Em meio um sinal de tempestade passageira
Mais que depois irá mostrar lindo céu
Cheio de novas esperanças, sorrisos sentimentos e sonhos

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A casa



Cada casa que entrei era diferente, mas todas essas tinham algo em comum, não me conseguiram fazer eu ficar dentro dela sem querer nunca mais sair, como essa que eu vivo agora, a mais aconchegante de todas. Não quero nunca mais sair daqui, por mais que aqui não seja meu lugar, já tomei conta, e minhas lembranças estão por toda parta dela, por que mais que um dia me expulse, por onde andar estará meus sorrisos, até que um dia quem sabe apos eu ter fugido pelo bem da casa, eu volte e entre pela porta. Aquela a qual eu nunca tive coragem de atravessar para o lado de fora, aquela que nunca mais vai existir depois que eu morrer aqui fora, e viver apenas ai dentro, ai que por muito tempo apenas um casarão vazio, obscuro e cheio de mistérios, mas depois que eu entrei nunca mais foi e será a mesma.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sem poder te olhar


Não sei o que sinto
É estranho, é tão sozinho
É tão frio, é tão esquisito
Sensação que não gosto
Apenas suas musicas
Os textos com suas letras delicadas
É com o se eu sentisse tua voz no papel
Que é calmaria pra mim nos dias de felicidade
Os que tenho teus lábios
Mas nos dias que não estas no meu lado
É como se eu fosse um instrumento sem o musico
A melodia é nosso abraço
Que encanta até os mais malvados
Como pode existi meu sorriso
Se é inquietante é ficar sem o teu
Apenas lembrando cada coisa boa que tu és
De cada sentimento lindo que tu despertaste
De cada beijo diferente com mesmo sabor de amor
De cada abraço quente e sorrisos de repentes
Da lua enfeitada pelo céu
O céu enfeitado pela noite
E a noite sendo um detalhe do teu belo olhar
Que faz parte desse mosaico de belezas
Que é você